Vagabundo
Era um vagabundo.
Era um vagabundo muito normal. Feio, porco, mal cheiroso.
Desceu as escadas da estação do metro até ao cais.
Aí, esperou..., esperou..., veio um comboio e de repente
espirrou.
O corpo estremeceu como que sacudido pelo chão, saltou pelo
ar e caiu de cabeça nos carris. A carruagem bateu-lhe no
crâneo e descarrilou.
O vagabundo levantou-se aborrecido. A pressão das rodas de
ferro na cabeça fizeram-no cerrar os dentes com tanta força
que lhe saltou um molar pelo ouvido.
Foi então que percorreu o túnel à procura do dente
podre.